quarta-feira, 31 de março de 2010

Arte/Caos [na linha de tiro]

É a surpresa. Eu odeio ela, tanto que sempre entro em parafusos quando ela me prega suas peças, de total humor negro, masoquista e outros tantos defeitos e preconceitos afins.

Me explico então.

Não ouvia música, não dialogava, não teclava, não criava. Existia. E se pensar logicamente estou existindo, quero saber quem criou a lista de tarefas, pra desejar sua morte fria e dolorosa sem choro e muitos sorrisos. (um, dois ou três gritos em silêncio de ira) Executo minhas tarefas, com a velocidade que o cérebro consegue e na intensidade que meu coração se devota a ela.

A música vai e volta no buraco do ouvido, e nem sequer sussurra-la é necessário. Fechar o olhos e como sempre coça-los, limpar o óculos um bocejo e um blasfemia, seria o correto. Joelhos gritam, pro sistema nervoso. Chega no cérebro. Mensagem enviada. Movimento feito.

Respiro, olho no espelho e parodio inúmeros caminhos possíveis de vida feliz. Feliz? A motivação, aceitação e superação pra abrir a porta e olhar com olhos de "sim sou ser humano" a todos é necessário, sacia a pena deles e a minha luxúria. PAM, pam pam! Fisgado em pleno momento de divertimento sincero. E me coloco de novo, no fundo da sociedade e das lições do dia, e assim sempre rápido e direto sugiro minha revolta. Os caras pálidas abaixam a cabeça, como se visse ali um abandonado, faminto, viciado sem futuro.

Silêncio. (as madeiras mexem pra não morrer ali o som)

Enfrento a surpresa com olhos de deboche, renúncia a ela e total desgosto do show que ela apresentou por eles.

A surpresa sempre me deixou, infeliz. Eu não consigo ter preparação pra ser espontâneo, se nunca consegui viver sem pensar. E se pensar é existir. Existo por queimar neurônios e produzir deles efeitos e ações aprovadas por mim, sem ação e reação.

Ação e reação é pra quem não vive. Revive. Levanta, olha e fala.


domingo, 28 de março de 2010

Cena de filme - mau filme.

O final de semana, no qual eu fiz tudo pra não errar, errando em tudo o que eu fazia de certo.

Confuso, é.

Nunca me digo otimista e "zeca pagodinho" de ser "Deixa a vida me leva" . Eu não. Fuço nela e crio ações que aí sim, podem dar resultados positivos, ou, menos positivos. A vida odeia que tente contrariar ela, é pior que homem moralista egocêntrico. Ela me passa a rasteira bem no minutos do segundo tempo, jogando terra no meu olho, e barro no meu sorriso. Sacanagem.

Esse final de semana, não menos como todo dia da minha vida. Programo ele. Sempre fui temeroso com minhas rotinas, mas ela no final saciavam meu pessimismo, com um "ah não foi tão ruim". Mas um dia é da caça outro é do #azarado né. Ela não me escutou. E paguei o preço de sofrer por cada "A" que eu soltava no ar. E cada minuto que eu não o escolhia direito.

Foi a sequência de desparates, mais perfeita que eu fiz. Dum pensamento errado, até um moralismo cego. Do atraso, até o azar de um não, no momento do "go willy".

[pausa pro decorrer das ações ditadas acima e um momento de silencio pro replay]

Olhamos pro nada, fumamos um cigarro e remoemos tudo o que tem pra remoer, voltando e seguindo a fita do dia como mereça ser feita, caso as coisas não deram certo. Porque como dizia minha vida, um erro só se torna sanado, se remoermos pausadamente o resto dos dias. Ela gosta assim negativo a todas as hipóteses.

O medo, é que assim, não sou eu que me machuco, afinal nasci com casca grossa, e a cada noite formato meus pensamentos do melhor jeito possível. Mas são pessoas ao me redor, que as tenho ao me redor, por precisarem delas e de todos as suas peculiaridades.

[pausa pra pensar nelas (ou sem o s)]

Quem não precisa dum sorriso de quem você ama, mesmo sendo negligente. Quem não gosta do olhar fraternal de quem você fere os sentimentos? Recebi tudo isso, e não via os erros que tinha acabado de cometer com ela e comigo, e com aquele e com isso. Agora vejo, e se possível com visões de alguém que acabou de apanhar de si próprio por não tolerar seus erros.

Mazelas e mais mazelas que meu comportamento não me deixa fazer um domingo, ser um domingo de descanso. É domingo dos quais eu passo exercitando apenas meu cérebro e o frio no estômago. O dia do fechamento de balanço. E as coisas estão no vermelho sempre.

[fecha nele e encadra algo antigo]

Há registro nas história desse pobre contador. Momentos de domingo sublime. Que me fazem susurrar singelos sambas, ou dilemas de alguns aventuras por ai. E esqueçer que as coisas precisam ser dosadas em tristezas e saudade, como todo sofredor brasileiro, que eu não preciso, mas faço questão de ser.

Por do sol é tão lindo aqui, e com ela seria como ir até lá e dar o brilho certo, pro momento.

O brilho dele e do sorriso dela seria um ótimo ...e todos viveram felizes para sempre.



[ultima cena e trilha]


"Não reclama /Contra o temporal/ Que derrubou teu barracão/ Não reclama/ Guenta a mão joão/ Com o cibide
Aconteceu coisa pior/ Não reclama/ Pois a chuva/ Só levou a tua cama/ Não reclama/ Guenta a mão joão/ Que amanhã tu levanta/ Um barracão muito melhor"


sexta-feira, 26 de março de 2010

Lições diárias I ( o lado negro da sorte)

Vamos tomar a lição, de quais beijos e murros no saco a vida me deu hoje.

I - Muito bom o beijo de um acordar depressivo, se achando mau amado, em plena sexta-feira da Águia - diz Fernando Veríssimo. Era como se eu fosse, sortudo de ter uma vida de merda.

II - Entrei pela primeira vez, querendo trabalhar. Dialogar, executar e finalizar com perfeição. (Aplausos) É mas, como sempre aconteçe isso no dia do #foda-se você: Se quer trabalhei, dialoguei com maus palpites e frases de falta de falta de ar, aquela que você termina forçando com retisensias sem foleg... E ainda finalizei com o serviço alheio, não, aquele no estilo "as ta vista baby!"

III Choveu, e sexta não é dia pra chover. A mesma coisa que querer uma picanha em aniversário do filho do vizinho de 6 meses. Ou melhor. Querer ir num show de pagode, num domingo, depois da missa.


IV Entrei na chuva. Ah! não me ferrava assim a meses. E que saudade. Aquela chuva que no começo é fácil, no meio "é" e no fim é #$%¨&*#@!$%¨&!

V Corri, suei, molhei, fedi, sofri, sujei, parei corri, parei corri, parei corri. Me fodi.

VI Foi um dia de minutos. Percorri trechos algo como Onde o vento faz a curva até no Onde Judas perdeu as botas em minutos. E fiz as conta do tempo certinho.

VII Dia triste de percas. Perdi muito suor, metade do celular. O livro da minha mãe. A falta de ar e só a paciência foi umas sete.

VIII E pra fechar. Postei num blog que só eu entro, pra falar de mim pra mim mesmo. Me corrigir e ainda to pensando em deixar recados ainda.

Arrasouuu! txt shou!! Tên talents ;]
beijokinhas :*


(é)


terça-feira, 23 de março de 2010

Previsão do tempo. (Outono e seu sorriso)

É começo de outono, o frio chega de mansinho. No geral, é a época que o vento chega frio aos poucos e que congela a madrugada e faz dar calafrios nas manhãs. Ainda atormentado com a impaciência do verão, ele tenta ganhar mais espaço, dia após dia. Tempo de nariz entupido, resfriados, pés gelados, filme e pipoca.

A uns anos atrás, dois adultos já com seu primeiro filho e ainda jovens, esperam mais alguém.
Ela tem a cara da estação que nasceu.

Tem a pele clara como as garotas européias que se esquentam esbanjando sorrisos brancos. Clara como começo de manhã fria, de sol alto, e céu limpo, sua pele é a luz do sol refletida da forma mais bela, e na intensidade mais bela.

O vento uiva. E isso a enfurece muito. Vai sentir esse vento, e vai passar frio. E como passa frio! Reclama de qualquer mudança, treme, sofre e pede refúgio, como uma criança no fim da tarde correndo do banho, ou pedindo colo por causa de um sonho ruim. Qualquer sinal de vento, é motivo pra coberta, filme e "não desgruda de mim".

Ela tem o sorriso de filme com as árvores de folhas vermelhas caindo devagar no chão, o sorriso depois de uma xícara de chocolate quente, o sorriso de lábios sinceros, depois de um carinho sincero.

Ela é o meu outono.

Sempre me senti vivo e feliz no verão, com sol, luz e calor. Ela me mudou. Aprendi a ser inconstante, de sorriso sincero e alma pedindo calor, que se sente fria pelo mundo lá fora.

Lembro como se fosse ontem.

"Sai do carro rindo, afinal fazia traquinagem. Não podia ter saído pra outra cidade de carro. Mas fui, me sentia dono do mundo. Cidade nova, só conhecia um cara, a avó dele era minha vizinha, sempre tocávamos violão muito tererê e papo de moleque.

Nunca soube porque decidi ir, nunca gostei do que fui comprar. Mas fui. Entrei na lan house. Era domingo, sol ardido e vento frio. Não sei o que tinha feito no dia anterior, mas provavelmente algo não tão legal e por isso queria aproveitar o domingo. Segundo meus amigos o único lugar onde venderia seria ali, e assim entrei com o compromisso de comprar, pagar e sair.

Sentada num banco, alto, com uma das mãos no queixo e outra no mouse, olhava com os olhos indiferentes pro computador, e tinha razão de estar assim, era domingo, é preguiçosa, e achava melhor a festa que perdia, do que o trabalho. Não olhou diretamente, apenas educada perguntou o que eu gostaria. E pow! Perguntei e ela com total convicção da superioridade feminina me corrigiu, e em seguida sorriu. Sorriu, rápido mas foi o tal do sorriso, sincero, boca grande, dentes lindo, adorei da primeira vez que vi os seus lábios. E assim de reação, em reação dentro a minha cabeça explodiu, algo que pra mim, até ela ouviu, e me atingiu o coração. Alguns estralos. "pa pow pa pow" pronto, olhar de bobo, vermelho de vergonha e estranho comportamento. Atingido por ela em cheio! Paguei com total calma e delicadeza. Ela foi gentil. Ponto pra mim. Saí voltei pra minha cidade, e de lá, dos meus sonhos, ela tem ficado constantemente, desde daquele dia."


Lembro todo dia, do momento que ela me corrigiu e sorriu. Pra mim não foi só aquele dia, vem sendo assim há 3 anos e nesse tempo ela me corrigi e sorri pra mim a todo momento, do jeito dela, de nariz empinado, pela clara, lindo sorriso e com muita sutileza no olhar. Cresceu absorvendo tudo com exagero e tomando o mundo nas costas sozinha, e como eu a idolatro por isso.

E no meio disso tudo, eu.
Como todo verão. Calorento, explosivo e independente.
E por causa disso tudo, ela.
Como todo bom outono. Ela só quer afago, abraços, amores e pipoca.





segunda-feira, 22 de março de 2010

Cotidiano de um conselheiro.

"Humpt" (fungada).

O sol já começa no dia anterior pra ele, assim é dois dias num rotina só. Tenta deita pra descansar o corpo, já que a cabeça insiste em brilhar neurônios constantemente, na reprise dos movimentos e ações feitas algumas hora atrás. Respira fraco e devagar e tenta se sentir feliz pela vida que constrói todo dia. Já é dia, o sol bate forte e mesmo que fechasse todos o olhos ao seu redor o mundo insiste em girar! (tantos olhos que fazem o brilho do dia cegar a alma) Levanta, e coloca a mão na cabeça, e ali promete inúmeras idéias infundadas e contra tudo o que realmente faz. Quem sabe ele ouve e me ajuda? Preciso de ajuda! Consigo mudar? Pra que mudar? Acorda o outro que dorme. "Preciso mudar me ajuda irmão?!"."Acorda preciso ir trabalhar". "Preciso viver melhor, me mostra como?".

Um banho quente, afinal não precisaria de um gelado pra acordar. A água cai e reza que ela leve todos os pecados dos anos já passados. E quantos anos. Estar vivendo assim, é se sentir velho e caduco a cada noite virada. Acorda como um robô e inicializa o seu sistema rápido e eficiente. Uma rotina saudável, para um robô eficiente! Mais uma promessa que durará apenas 6 horas. E que 6 horas. Eis que o super homem da era moderna cria forças. E se torna o verdadeiro homem perfeito. Sabe agir, sabe digitar, sabe mandar, organizar, coordenar. Tudo isso a ponto de explodir em segundos, o relógio da bomba interior que ele construiu a noite passada tem apenas um fio. Ele passa o dia inteiro, cuidando para que não seja cortado. O suor escorre no rosto, quase afogando-o, o suor grita socorro.

Tristeza, arrependimento e ira de si mesmo.


Meio dia. A fome e o sono disputa lugar no momento de bater o cartão. O super homem sai e entra o verdadeiro dono de si. Operações básicas, ações já definidas e um descanso para as mazelas de todo proletariado vitima do sistema massacrante capitalista.

Coragem, força de vontade e fé.

Ele termina o dia, se achando um vencedor. Conseguiu se redimir de todos os erros passados em horas de provação e teste de encarar a vida. E respira enfim de maneira normal e ordenada, sem se afogar no que aconteçeu. Liga o carro, olha o retrovisor e segue entrando na noite, que sempre insiste (ou insistia) em disvirtuar as virtudes que tentou se apegar durante o serviço. Ele tem sim, virtudes, lindas virtudes. Mas no ponto em que as virtudes são testadas, os defeitos se mostram mais convidativos, e sensuais e..."Morreu o assunto, prometi não conversar sobre isso, e muito menos instigar meu defeitos!" A noite sobe, a sede vem, o compromisso o estressa, e o amor se torna intediante. "meu amor porque sou assim?" "porque não conseguir me mudar" "tento me mudar, sozinho, mas me mostro dependente da ajuda alheia" "do irmão, de você!" Fechar o olho é deletar pensamentos! Ele abre sorriso, destribui brincadeiras e palavras de amizade, pra quem mereçe sua amizade. Se sente feliz, cheio de si e longe daquele bicho que insiste em visita-lo toda noite. E que hoje ele não veio, e não vira mais.


Paz, sentimento de liberdade e salvação.

Ele só tenta se livrar do que te destrói, se apegando no que constrói e quem o constrói. A cada dia será uma luta, uma batalha e sempre, a procura de uma vitória. Essa é a lei. Ele agradeçe a todos que o ama, e pede que cuide de quem ele te afeto. Pensa que "ele" tentou ajudar sempre, do modo dele, sereno e discreto. Amém! Sinal da cruz. Vira de bruço pra dormir. E durante a vinda do sono pensa em tentar nesse próximo dia, ver as horas como o brilho das estrelas, no contínuo movimento de brilharem e apagarem, brilharem e apagarem. 24 horas pra viver. É só isso que precisa.

Acelerar esse tempo, é suicida. E o barato da velocidade é destrutivo.

Boa noite.





quinta-feira, 18 de março de 2010

Teorias de sabotagem e os chefões.

Hoje, assim como ontem, e antes de ontem e...enfim. O relógio, passa rápido. Consegue ser mais ansioso que eu e insiste em me regrar a movimentos calculados. "Nada de perder tempo, ele diz, o mundo acaba logo, seu corpo envelheçe rápido, e tudo tem que ser a passos largos."

Eu não digo nada até porque sou filho dele, neto do cotidiano e bisneto da rotina. Deixo ele mandar as indicações da montagem do meu sucesso social. A cabeça se acostuma ou senão é demitida. Acéfalo. Até que a idéia faz sentido. O clube é grande e tem tanta gente vestindo essa moda, século XXI "modafócer" não é?

Conspirações toda noite invadem minha cabeça e o vírus ser humano me faz questão de me provocar, e digo mais, debochar da minha boa aventurança com o patrão. Tá certo, um golpe seria ótimo, assim poderia decidir o horário de acordar, e assim preferir fumar um cigarro antes do almoço, porque...oras porque eu quero.


Cigarro antes do almoço me dá azia, não é correto.
Merda!


ps: hoje era o dia pra destruir o controlador do tempo em uma sabotagem estilo cinema. Sangue e "bum" pra todo lado, e depois silêncio, e um tempo pra minha cabeça.