quinta-feira, 4 de maio de 2017

Tempo. Tô gastando um pouco aqui. Aproveitando? Talvez. Tempo pra cada um é relativo. Já dizia os cientistas, e eles que nunca deixaram de ser céticos e racionais acho que não imaginavam que conseguiria usá-lo aqui falando de nada racional, tão pouco medido por cálculos, ação e reação ou fato e causa.

Não te via há quanto tempo? Não digo em pensamento, falo da minha íris captar tuas cores e trazer para meu pensamento e sensação real de você ali, poucos metros. Não te via a quanto tempo? Um ano? Dois? Tempo esse que se colocar numa folha em fatos e datas eu não consigo dizer um dia inteiro, um final de semana verdadeiro, uma semana bem vivida. Não te via a quanto tempo? No pensamento? Bom, ele ainda não deixa você se despedir. Ele insiste, recria e revive seja em sonho seja acordado, a constante linha do tempo que construímos. Esse tempo eu posso até desenhar para ti, mas o desenho que eu crio é o mesmo que você olha da janela do seu quarto todas as manhãs? É o mesmo céu que eu vejo? Vemos o mesmo céu sem nuvens e sem vento? Não te via a quanto tempo?

Eu te vi. Num relance, movimento automático, olho para trás reparando num movimento, num corpo e numa dança entre a multidão desfocada. Eu te vi. Não queria, mas te vi. O movimento desalinhado e estabanado meu denunciou o que meu pensamento a tanto tempo imaginou. Eu te vi, mas não queria. Imaginei nesses dois (é um) anos que não te via, durante os traços e as cores que colocava no desenho que chamo de despedida, que o dia que eu te visse por aí, ao acaso, sem saber, seria o dia da despedida. Mas seu sorriso não me deixou dizer, nem acenar, nem imaginar outra coisa a não ser, que eu te via. Seu sorriso, me viu, não sorria pra mim, mas me viu. E eu não sabia o que fazer com aquilo que via. Fingi não ver.

Nesse momento de completo delírio. Enebriado já pelo lugar e pessoas que dividia, pela conversa, o barulho, fumaça e líquidos derrubados ao chão. Eu me perdi. Eu te vi e me perdi. Fingi que não vi, mas me perdi. Você sumiu na multidão da mesma forma mágica que apareceu perto de mim, não consegui notar o tom do seu cabelo, nem como estava amarrado, nem a cor do batom (se é que tinha), nem o cheiro, textura da pele, gosto e suor. Não precisava. Enebriado por te ver, tudo veio a tona. E eu me senti perdido. Completamente cego. Por te ver? Mas eu não te vi...não devia ter visto.

Cai de cabeça numa sequência de ações aleatórias tentando me apegar ao que era real. Queria ser cético e provar que o que meu coração pulava e batia desregulado era o que bebi e o que fumei. Não devia ser nada sério, mais um gole, mais outro, uma tragada de um cigarro, dois, 3, 5 e já estaria com a visão corrigida e pronta para ver racionalmente o que estava a minha frente. Um lugar perfeito para fechar os olhos, esquecer do que passou e aproveitar aquele momento. ZUM, um rápido e ligeiro pensamento corta esse raciocínio me gritando ao ouvidos. MAS ELA TE VIU, você viu ela? Racionalmente? Vi não querendo ver. Emocionalmente? Não vi o quanto gostaria. Por isso o movimento padrão procurando um trago para melhorar o som para o ouvido e coração me colocou de novo perto de você, passa por mim, rápido, olhou para o chão, sua amiga não. Sua amiga me viu, eu acenei, algo com as mãos que desesperadamente parecia algo perdido, e era. Porque eu forçava meus olhos para te "desver". Mas eu te vi.

Duas vezes. Qualquer cientista diria para mim que estava em devaneios loucos e de valia nenhuma. Qualquer racional me colocaria na realidade de que isso é mais comum e mais simples do que eu desenhei. Só que a despedida nunca é eterna. A despedida real, feita de dentro para fora é. Mas como despedir se eu te vejo por aí, e por aqui?

Eu te vi, mas não precisava. Eu colocava em fatos e provas de que te ver não era necessário. Estava cheio de outros líquidos, aromas e sentidos. A visão de você passar por mim com sua cor e seu calor, já tinha saído dos meus planos mais malucos. Mas você passou, deu cor, luz e calor naquele pequeno e rápido momento que você me viu e eu te vi. Mas não nos vimos. Não nos sentimos, nem nos esquentamos nem pintamos o chão, o céu e tudo a nossa volta. Como sempre gostamos de desenhar para os outros e pra gente principalmente.

Em uma terceira vez, escondido em casa, trancado no quarto, fugindo da sua sombra talvez, e do seu olhar, eu te vi mais uma vez. Não te via, por que em sonho eu fechava meus olhos. Embriagado com tudo que eu virei em goles generosos enquanto te via. Eu te vi, mas não. Você me viu. Em sonho veio até mim e me deu um beijo longo, pausado, que me fez levantar de onde eu tinha caído, jogou fora o que me enchia a dois (é um) anos, e me encheu de novo com algo forte e quente que não sentia a todo esse tempo. Eu não te vi, mas te senti. Você veio me dizer que me viu? Ou veio se despedir.

Me perdi nesses minutos aqui explicando o óbvio. Fazendo rodeios e adiando palavras e dando razão a detalhes tão meus, só pra dizer que eu te vi. E amei te ver chegar, passar, sorrir. Mas não queria te ver sumir por aí.




quarta-feira, 30 de junho de 2010

Despedida

Ele nunca conseguiu sorrir nesse tipo de momento. Ela soube de um jeito único olhar pra ele.

Como deveria sempre fazer o barulho do freio, naquela tarde o carro dele não fez. Apenas quebrou alguns galhos e o barulho de folha seca conseguiu envergonhar os dois ali, cada um dentro de seus pensamentos. Ele pensava no rigor do próximo gesto. Ela enrolava o cabelo, já em dúvida.

Enquanto alguns e algumas e algo passava, ficou contudente a falta de coragem dos dois. E tinha coragem, ou tinham. Conseguiam sempre ver impossibilidade no que aconteçia. O susto foi grande o suficiente pra ficarem mudos, assim como mudo era o barulho do vento, a música e as palavras agora.

Foram dois minutos de estudo intimo. Ele tão moralista como no stand-up que assistiram ontem. E ela tão pragmática como no seriado que perdeu ontem. A respiração profunda dele e o roer de unhas dela tão categorico e milimétrico que nenhuma manicure concertaria o efeito. " - E nem terapeuta? E nem minha mãe?"

O rosto dos dois vira-se a direita quando um senhor passa com possíveis netos sorrindo e satisfeito da felicidade da vida.Isso os constrange, sem dizer que os desorienta.

A única frase de três palavras que ele insistia em repetir apartir das férias de meio de ano, implorava sentido e força. Desse tempo conseguiu recolher sentimento que mesmo no contráditório mundo do inverso conseguisse fazer sentido e todo propósito até pra moral
que o velho lhe sussurava inconscientemente com aquela expressão. Feliz. Que susto!

A onda foi mais forte que ela e no choque, bagunça, espuma e calmaria despejou lágrimas dos olhos. Três giros longos e intensos foram produzidos no estômago, a garganta fechou e o turbilhão subiu, subiu e subiu. Boca semicerrada e o nariz dilata. Nem tinha tempo pro suspiro.

Chorou.

Aproximando, inclina-se muito pra se proteger, com movimentos envolve e mistura mãos com os cabelos longos dela. A lei da gravidade do corpo dele a desarma e a conquista, e se derrama em derrota e fúria.


"E como se o barulho existente no ar e envolto neles se discipasse, produzem frases que no momento tropeçam dente por dente."

- Você me fará muita falta.

- Me contento com a falta de mim pra ti, e a presença de ti em mim.

Beijo, olho no olho, sorriso de drama. Abraço, aceno.

domingo, 23 de maio de 2010

Lições Diárias II (A descoberta)

Play atencion!

Sem murro no saco hoje, porém forte cotuveladas na costela.

I - Eu realmente quanto mais envelheço mais em qualquer possibilidade, fato e causa me sinto incomodado, preocupado e assustado. Ó :| assim.

II - Dormir cedo; Acordar tarde; Boas notícias ao acordar; Dirigir rápido, sem carteira. Por algumas horas me senti sortudo.

III - SURPRESAS! Me deixam inquieto, ancioso e atrapalhado.

IV - Vejo diversão com pouca coisa, coisa boba, boba idéia, idéia fraca, fraca bebida.

V - Se sei algo, por favor, não repita pra mim. Eu sei que sempre assimilo coisas de um lado otimista que se opõe a verdade real, tal qual a drama de cinema mudo. E me sinto bem assim. Acredite!

VI - Eu não acredito em pessoas inteligentes em ambientes imbecis, salvando alguns sorteados a dedo pela audição e olhos seletivos.

VII - A TV move montanhas. É quase como a TIM. Não tem fronteiras. Só que sem a Hebe, O Leão Lobo, a Sessão da Tarde e Globo Repórter.

VIII - Alguns lugares, pessoas, coisas, e coisas coisadas me dão sono.

Vou dormir.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Arte/Caos [na linha de tiro]

É a surpresa. Eu odeio ela, tanto que sempre entro em parafusos quando ela me prega suas peças, de total humor negro, masoquista e outros tantos defeitos e preconceitos afins.

Me explico então.

Não ouvia música, não dialogava, não teclava, não criava. Existia. E se pensar logicamente estou existindo, quero saber quem criou a lista de tarefas, pra desejar sua morte fria e dolorosa sem choro e muitos sorrisos. (um, dois ou três gritos em silêncio de ira) Executo minhas tarefas, com a velocidade que o cérebro consegue e na intensidade que meu coração se devota a ela.

A música vai e volta no buraco do ouvido, e nem sequer sussurra-la é necessário. Fechar o olhos e como sempre coça-los, limpar o óculos um bocejo e um blasfemia, seria o correto. Joelhos gritam, pro sistema nervoso. Chega no cérebro. Mensagem enviada. Movimento feito.

Respiro, olho no espelho e parodio inúmeros caminhos possíveis de vida feliz. Feliz? A motivação, aceitação e superação pra abrir a porta e olhar com olhos de "sim sou ser humano" a todos é necessário, sacia a pena deles e a minha luxúria. PAM, pam pam! Fisgado em pleno momento de divertimento sincero. E me coloco de novo, no fundo da sociedade e das lições do dia, e assim sempre rápido e direto sugiro minha revolta. Os caras pálidas abaixam a cabeça, como se visse ali um abandonado, faminto, viciado sem futuro.

Silêncio. (as madeiras mexem pra não morrer ali o som)

Enfrento a surpresa com olhos de deboche, renúncia a ela e total desgosto do show que ela apresentou por eles.

A surpresa sempre me deixou, infeliz. Eu não consigo ter preparação pra ser espontâneo, se nunca consegui viver sem pensar. E se pensar é existir. Existo por queimar neurônios e produzir deles efeitos e ações aprovadas por mim, sem ação e reação.

Ação e reação é pra quem não vive. Revive. Levanta, olha e fala.


domingo, 28 de março de 2010

Cena de filme - mau filme.

O final de semana, no qual eu fiz tudo pra não errar, errando em tudo o que eu fazia de certo.

Confuso, é.

Nunca me digo otimista e "zeca pagodinho" de ser "Deixa a vida me leva" . Eu não. Fuço nela e crio ações que aí sim, podem dar resultados positivos, ou, menos positivos. A vida odeia que tente contrariar ela, é pior que homem moralista egocêntrico. Ela me passa a rasteira bem no minutos do segundo tempo, jogando terra no meu olho, e barro no meu sorriso. Sacanagem.

Esse final de semana, não menos como todo dia da minha vida. Programo ele. Sempre fui temeroso com minhas rotinas, mas ela no final saciavam meu pessimismo, com um "ah não foi tão ruim". Mas um dia é da caça outro é do #azarado né. Ela não me escutou. E paguei o preço de sofrer por cada "A" que eu soltava no ar. E cada minuto que eu não o escolhia direito.

Foi a sequência de desparates, mais perfeita que eu fiz. Dum pensamento errado, até um moralismo cego. Do atraso, até o azar de um não, no momento do "go willy".

[pausa pro decorrer das ações ditadas acima e um momento de silencio pro replay]

Olhamos pro nada, fumamos um cigarro e remoemos tudo o que tem pra remoer, voltando e seguindo a fita do dia como mereça ser feita, caso as coisas não deram certo. Porque como dizia minha vida, um erro só se torna sanado, se remoermos pausadamente o resto dos dias. Ela gosta assim negativo a todas as hipóteses.

O medo, é que assim, não sou eu que me machuco, afinal nasci com casca grossa, e a cada noite formato meus pensamentos do melhor jeito possível. Mas são pessoas ao me redor, que as tenho ao me redor, por precisarem delas e de todos as suas peculiaridades.

[pausa pra pensar nelas (ou sem o s)]

Quem não precisa dum sorriso de quem você ama, mesmo sendo negligente. Quem não gosta do olhar fraternal de quem você fere os sentimentos? Recebi tudo isso, e não via os erros que tinha acabado de cometer com ela e comigo, e com aquele e com isso. Agora vejo, e se possível com visões de alguém que acabou de apanhar de si próprio por não tolerar seus erros.

Mazelas e mais mazelas que meu comportamento não me deixa fazer um domingo, ser um domingo de descanso. É domingo dos quais eu passo exercitando apenas meu cérebro e o frio no estômago. O dia do fechamento de balanço. E as coisas estão no vermelho sempre.

[fecha nele e encadra algo antigo]

Há registro nas história desse pobre contador. Momentos de domingo sublime. Que me fazem susurrar singelos sambas, ou dilemas de alguns aventuras por ai. E esqueçer que as coisas precisam ser dosadas em tristezas e saudade, como todo sofredor brasileiro, que eu não preciso, mas faço questão de ser.

Por do sol é tão lindo aqui, e com ela seria como ir até lá e dar o brilho certo, pro momento.

O brilho dele e do sorriso dela seria um ótimo ...e todos viveram felizes para sempre.



[ultima cena e trilha]


"Não reclama /Contra o temporal/ Que derrubou teu barracão/ Não reclama/ Guenta a mão joão/ Com o cibide
Aconteceu coisa pior/ Não reclama/ Pois a chuva/ Só levou a tua cama/ Não reclama/ Guenta a mão joão/ Que amanhã tu levanta/ Um barracão muito melhor"


sexta-feira, 26 de março de 2010

Lições diárias I ( o lado negro da sorte)

Vamos tomar a lição, de quais beijos e murros no saco a vida me deu hoje.

I - Muito bom o beijo de um acordar depressivo, se achando mau amado, em plena sexta-feira da Águia - diz Fernando Veríssimo. Era como se eu fosse, sortudo de ter uma vida de merda.

II - Entrei pela primeira vez, querendo trabalhar. Dialogar, executar e finalizar com perfeição. (Aplausos) É mas, como sempre aconteçe isso no dia do #foda-se você: Se quer trabalhei, dialoguei com maus palpites e frases de falta de falta de ar, aquela que você termina forçando com retisensias sem foleg... E ainda finalizei com o serviço alheio, não, aquele no estilo "as ta vista baby!"

III Choveu, e sexta não é dia pra chover. A mesma coisa que querer uma picanha em aniversário do filho do vizinho de 6 meses. Ou melhor. Querer ir num show de pagode, num domingo, depois da missa.


IV Entrei na chuva. Ah! não me ferrava assim a meses. E que saudade. Aquela chuva que no começo é fácil, no meio "é" e no fim é #$%¨&*#@!$%¨&!

V Corri, suei, molhei, fedi, sofri, sujei, parei corri, parei corri, parei corri. Me fodi.

VI Foi um dia de minutos. Percorri trechos algo como Onde o vento faz a curva até no Onde Judas perdeu as botas em minutos. E fiz as conta do tempo certinho.

VII Dia triste de percas. Perdi muito suor, metade do celular. O livro da minha mãe. A falta de ar e só a paciência foi umas sete.

VIII E pra fechar. Postei num blog que só eu entro, pra falar de mim pra mim mesmo. Me corrigir e ainda to pensando em deixar recados ainda.

Arrasouuu! txt shou!! Tên talents ;]
beijokinhas :*


(é)


terça-feira, 23 de março de 2010

Previsão do tempo. (Outono e seu sorriso)

É começo de outono, o frio chega de mansinho. No geral, é a época que o vento chega frio aos poucos e que congela a madrugada e faz dar calafrios nas manhãs. Ainda atormentado com a impaciência do verão, ele tenta ganhar mais espaço, dia após dia. Tempo de nariz entupido, resfriados, pés gelados, filme e pipoca.

A uns anos atrás, dois adultos já com seu primeiro filho e ainda jovens, esperam mais alguém.
Ela tem a cara da estação que nasceu.

Tem a pele clara como as garotas européias que se esquentam esbanjando sorrisos brancos. Clara como começo de manhã fria, de sol alto, e céu limpo, sua pele é a luz do sol refletida da forma mais bela, e na intensidade mais bela.

O vento uiva. E isso a enfurece muito. Vai sentir esse vento, e vai passar frio. E como passa frio! Reclama de qualquer mudança, treme, sofre e pede refúgio, como uma criança no fim da tarde correndo do banho, ou pedindo colo por causa de um sonho ruim. Qualquer sinal de vento, é motivo pra coberta, filme e "não desgruda de mim".

Ela tem o sorriso de filme com as árvores de folhas vermelhas caindo devagar no chão, o sorriso depois de uma xícara de chocolate quente, o sorriso de lábios sinceros, depois de um carinho sincero.

Ela é o meu outono.

Sempre me senti vivo e feliz no verão, com sol, luz e calor. Ela me mudou. Aprendi a ser inconstante, de sorriso sincero e alma pedindo calor, que se sente fria pelo mundo lá fora.

Lembro como se fosse ontem.

"Sai do carro rindo, afinal fazia traquinagem. Não podia ter saído pra outra cidade de carro. Mas fui, me sentia dono do mundo. Cidade nova, só conhecia um cara, a avó dele era minha vizinha, sempre tocávamos violão muito tererê e papo de moleque.

Nunca soube porque decidi ir, nunca gostei do que fui comprar. Mas fui. Entrei na lan house. Era domingo, sol ardido e vento frio. Não sei o que tinha feito no dia anterior, mas provavelmente algo não tão legal e por isso queria aproveitar o domingo. Segundo meus amigos o único lugar onde venderia seria ali, e assim entrei com o compromisso de comprar, pagar e sair.

Sentada num banco, alto, com uma das mãos no queixo e outra no mouse, olhava com os olhos indiferentes pro computador, e tinha razão de estar assim, era domingo, é preguiçosa, e achava melhor a festa que perdia, do que o trabalho. Não olhou diretamente, apenas educada perguntou o que eu gostaria. E pow! Perguntei e ela com total convicção da superioridade feminina me corrigiu, e em seguida sorriu. Sorriu, rápido mas foi o tal do sorriso, sincero, boca grande, dentes lindo, adorei da primeira vez que vi os seus lábios. E assim de reação, em reação dentro a minha cabeça explodiu, algo que pra mim, até ela ouviu, e me atingiu o coração. Alguns estralos. "pa pow pa pow" pronto, olhar de bobo, vermelho de vergonha e estranho comportamento. Atingido por ela em cheio! Paguei com total calma e delicadeza. Ela foi gentil. Ponto pra mim. Saí voltei pra minha cidade, e de lá, dos meus sonhos, ela tem ficado constantemente, desde daquele dia."


Lembro todo dia, do momento que ela me corrigiu e sorriu. Pra mim não foi só aquele dia, vem sendo assim há 3 anos e nesse tempo ela me corrigi e sorri pra mim a todo momento, do jeito dela, de nariz empinado, pela clara, lindo sorriso e com muita sutileza no olhar. Cresceu absorvendo tudo com exagero e tomando o mundo nas costas sozinha, e como eu a idolatro por isso.

E no meio disso tudo, eu.
Como todo verão. Calorento, explosivo e independente.
E por causa disso tudo, ela.
Como todo bom outono. Ela só quer afago, abraços, amores e pipoca.