O final de semana, no qual eu fiz tudo pra não errar, errando em tudo o que eu fazia de certo.
Confuso, é.
Nunca me digo otimista e "zeca pagodinho" de ser "Deixa a vida me leva" . Eu não. Fuço nela e crio ações que aí sim, podem dar resultados positivos, ou, menos positivos. A vida odeia que tente contrariar ela, é pior que homem moralista egocêntrico. Ela me passa a rasteira bem no minutos do segundo tempo, jogando terra no meu olho, e barro no meu sorriso. Sacanagem.
Esse final de semana, não menos como todo dia da minha vida. Programo ele. Sempre fui temeroso com minhas rotinas, mas ela no final saciavam meu pessimismo, com um "ah não foi tão ruim". Mas um dia é da caça outro é do #azarado né. Ela não me escutou. E paguei o preço de sofrer por cada "A" que eu soltava no ar. E cada minuto que eu não o escolhia direito.
Foi a sequência de desparates, mais perfeita que eu fiz. Dum pensamento errado, até um moralismo cego. Do atraso, até o azar de um não, no momento do "go willy".
[pausa pro decorrer das ações ditadas acima e um momento de silencio pro replay]
Olhamos pro nada, fumamos um cigarro e remoemos tudo o que tem pra remoer, voltando e seguindo a fita do dia como mereça ser feita, caso as coisas não deram certo. Porque como dizia minha vida, um erro só se torna sanado, se remoermos pausadamente o resto dos dias. Ela gosta assim negativo a todas as hipóteses.
O medo, é que assim, não sou eu que me machuco, afinal nasci com casca grossa, e a cada noite formato meus pensamentos do melhor jeito possível. Mas são pessoas ao me redor, que as tenho ao me redor, por precisarem delas e de todos as suas peculiaridades.
[pausa pra pensar nelas (ou sem o s)]
Quem não precisa dum sorriso de quem você ama, mesmo sendo negligente. Quem não gosta do olhar fraternal de quem você fere os sentimentos? Recebi tudo isso, e não via os erros que tinha acabado de cometer com ela e comigo, e com aquele e com isso. Agora vejo, e se possível com visões de alguém que acabou de apanhar de si próprio por não tolerar seus erros.
Mazelas e mais mazelas que meu comportamento não me deixa fazer um domingo, ser um domingo de descanso. É domingo dos quais eu passo exercitando apenas meu cérebro e o frio no estômago. O dia do fechamento de balanço. E as coisas estão no vermelho sempre.
[fecha nele e encadra algo antigo]
Há registro nas história desse pobre contador. Momentos de domingo sublime. Que me fazem susurrar singelos sambas, ou dilemas de alguns aventuras por ai. E esqueçer que as coisas precisam ser dosadas em tristezas e saudade, como todo sofredor brasileiro, que eu não preciso, mas faço questão de ser.
Por do sol é tão lindo aqui, e com ela seria como ir até lá e dar o brilho certo, pro momento.
O brilho dele e do sorriso dela seria um ótimo ...e todos viveram felizes para sempre.
[ultima cena e trilha]

"Não reclama /Contra o temporal/ Que derrubou teu barracão/ Não reclama/ Guenta a mão joão/ Com o cibide
Aconteceu coisa pior/ Não reclama/ Pois a chuva/ Só levou a tua cama/ Não reclama/ Guenta a mão joão/ Que amanhã tu levanta/ Um barracão muito melhor"
Aconteceu coisa pior/ Não reclama/ Pois a chuva/ Só levou a tua cama/ Não reclama/ Guenta a mão joão/ Que amanhã tu levanta/ Um barracão muito melhor"

Bela foto,Ricardo Gomes.
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